Dr. José Carlos abre evento sobre Movimento Constitucionalista de 32

20180709_soldado-constitucionalistaO feriado de 9 de julho marca a data de início do Movimento Constitucionalista de 1932, um dos momentos mais marcantes da história do Brasil. De um lado, o governo provisório de Getúlio Vargas quebrava um acordo ao não convocar a Assembleia Constituinte e, do outro, a oligarquia paulista exigia uma nova constituição. Desde 2006, o Santo Ivo mantém na sede, aberto à visitação pública, um espaço dedicado ao Movimento, o Centro de Memória e Estudos da Revolução Constitucionalista de 1932 – Núcleo Oeste Lapa.

Diretor Geral do Santo Ivo, Dr. José Carlos de Barros Lima atua de forma efetiva em eventos que resgatam a história da Revolução Constitucionalista de 32, além de ser membro da Sociedade Veteranos de 32.

Na última semana, ele esteve em Limeira, no interior de SP, para abrir um evento sobre o Movimento Constitucionalista. “Tenho convicção que o movimento foi crucial para a elaboração da nova Constituição brasileira, promulgada em 1934. A história mostra isso. A Constituição de 1934 foi uma consequência da Revolução de 32, substituindo a de 1891”, explicou no evento.

CLIQUE AQUI para conferir na íntegra como foi o evento em Limeira.

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Ligação forte

Dr. José Carlos sempre teve uma relação muito forte com a revolução paulista. Sua família não esteve diretamente ligada ao movimento armado, mas, na época, juntamente com colegas da Faculdade de Direito, seu pai participou do dia a dia do Movimento, levando mensagens para os paulistas. Depois de um tempo, ele se candidatou e participou da Assembleia Constituinte, responsável pela Constituição de 1934. Mas o interesse de Dr. José Carlos pelo assunto começou mesmo em 2004.

“O coronel da Polícia Militar, Luiz Nakaharada, fez uma comemoração pela passagem da data aqui no bairro. Na ocasião, ele me contou que tinha dificuldade em reunir documentos e objetos daquela época. Ele queria saber qual foi a participação de cada bairro de São Paulo no evento, embora os combates não tenham acontecido na cidade. Ele sugeriu que nós criássemos aqui na Lapa um núcleo da “Sociedade Veteranos de 32 – MMDC”. Aceitamos a ideia e criamos o Núcleo Lapa. A partir daí recebemos muitas doações de famílias de veteranos, inclusive de dois ex-combatentes da nossa região. O que eu queria era criar um acervo para facilitar o estudo dos documentos e material daquela época. Quando eu comecei a pesquisar, vi que muita coisa que se falou do movimento não estava de acordo e meu interesse só foi aumentando”, conta Dr. José Carlos.

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